
A cobertura de um galpão é, quase sempre, o melhor terreno que uma indústria tem para gerar energia: grande, plana ou com pouca inclinação, sem sombra e em cima do próprio ponto de consumo. Mesmo assim, projeto industrial não é projeto residencial em escala maior. A estrutura, a demanda contratada, a conexão com a Cemig e o perfil de consumo mudam tudo. Este artigo reúne o que a Trèsol avalia antes de propor uma usina sobre cobertura metálica.
1. A estrutura aguenta?
Um sistema fotovoltaico acrescenta de 12 a 18 kg por metro quadrado à cobertura, somando módulos, perfis e fixações. Em telhas metálicas trapezoidais ou zipadas, o peso em si raramente é o problema; o que decide é a condição das terças, dos apoios e da telha, além da carga de vento que os módulos passam a transmitir para a estrutura. Por isso o estudo começa com uma visita técnica e, quando necessário, com a análise estrutural assinada por engenheiro. Galpões mais antigos ou com telhas corroídas podem exigir reforço ou troca parcial antes da instalação.
O tipo de fixação também importa. Em telha zipada usamos presilhas que não perfuram a cobertura; em telha trapezoidal, fixadores com vedação. Furo mal vedado vira goteira em cima de máquina, estoque ou quadro elétrico, e esse é um erro caro de corrigir depois.
2. Quanto da conta a usina realmente abate
A conta de uma indústria em média tensão tem duas partes: a demanda (a potência contratada, cobrada em kW) e o consumo (a energia usada, em kWh). A energia solar reduz a parcela de consumo, principalmente no horário fora de ponta. A demanda contratada continua sendo cobrada, e o consumo no horário de ponta, geralmente entre 17h e 20h, acontece quando o sol já não gera.
É por isso que o estudo olha o histórico de doze meses da sua conta e a curva de carga da fábrica, e não apenas o total de kWh. Uma indústria que opera de dia aproveita quase toda a geração no próprio consumo, sem passar pela rede e sem pagar o Fio B. Uma operação com turno noturno pesado pode precisar de um sistema menor, ou de baterias para deslocar parte da energia para a ponta.
3. Conexão com a Cemig e inversão de fluxo
Sistemas acima de 75 kW entram na faixa de minigeração e passam por um parecer de acesso mais detalhado da distribuidora. Em várias regiões de Minas, a Cemig tem limitado a injeção na rede por inversão de fluxo nas subestações. Quando isso acontece, a alternativa é projetar o sistema para consumo próprio, com controle de injeção (o chamado grid zero), dimensionado para a carga da fábrica. A Trèsol consulta a disponibilidade da subestação antes de fechar a potência do projeto, justamente para evitar surpresas no parecer.
4. Segurança elétrica e operação
Uma usina industrial precisa conversar com o restante da instalação: proteção contra surtos, aterramento integrado ao SPDA existente, seccionamento acessível para a manutenção e monitoramento com alarmes. O projeto elétrico é assinado com ART e segue a NBR 5410, a NBR 16690 e as normas da Cemig. Isso importa tanto para a segurança quanto para o seguro da planta.
5. Retorno do investimento
Em indústrias com consumo diurno, o retorno costuma ficar entre três e cinco anos, dependendo da tarifa, do porte e da forma de financiamento. Depois disso, a usina segue gerando por mais de vinte anos com custo baixo de manutenção: limpeza periódica dos módulos, inspeção termográfica e acompanhamento do monitoramento. Como exemplo, a usina de 119,9 kWp que a Trèsol instalou sobre a cobertura metálica de um galpão em Congonhas/MG gera cerca de 14.000 kWh por mês, o que representa uma parcela relevante da conta da empresa.
O que entregamos num projeto industrial
- Visita técnica com levantamento por drone e avaliação da cobertura.
- Estudo de viabilidade com simulação de geração sobre a conta real.
- Projeto elétrico e estrutural com ART, parecer de acesso e homologação na Cemig.
- Instalação com equipe própria, comissionamento e testes.
- Monitoramento e plano de manutenção preventiva.
Se a sua empresa tem um galpão com cobertura metálica, o primeiro passo é simples: envie uma conta de luz recente e um endereço. Com isso a Trèsol faz a análise preliminar e agenda a visita técnica.
Quer saber qual solução faz sentido para você?
A equipe da Trèsol faz o estudo de viabilidade técnica e financeira do seu projeto, seja on-grid, híbrido, off-grid ou grid zero.


